Inovação e Tecnologia
Habitação Digital.
Sistema Domótico VIVIMAT.
INTRODUÇÃO.
A Habitação Digital pode ser definida como o lugar onde as necessidades familiares em termos de segurança, conforto, gestão de energia, entretenimento, saúde e comunicações são atendidas através da convergência de serviços, infra-estruturas e equipamentos utilizando a Internet de banda larga como a "Utility" fundamental a par da electricidade, da água, do gás, da televisão e do telefone.
Assim a casa conectada é o pilar fundamental de uma habitação digital e dispõe de um conjunto de redes (domótica, segurança, multimédia e comunicações) que comunicam entre si e com o exterior através de dispositivos denominados de gateways domésticas. Estas gateways domésticas são dispositivos que, além de oferecerem o acesso á banda larga por parte de todos os equipamentos integrantes das redes domésticas, actuam como concentradores permitindo que um fornecedor externo ofereça serviços tais como telecontrolo, telemedicina, televigilância, teleassistência, vídeo-on-demand, jogos, etc. Igualmente as gateways domésticas podem actuar como servidor para serviços requisitados em tempo real como o streaming de vídeo em pay-per-view (video-on-demand).
O modelo de sociedade actual é muito marcado pela presença ubíqua da tecnologia a qual segue a máxima de primeiro estranha-se e depois entranha-se. A tecnologia modificou de maneira irreversível as maneiras como vivemos, como trabalhamos e de que forma ocupamos o nosso tempo em casa.
A sociedade actual é o resultado de uma evolução em ritmo acelerado e onde predomina a informação. Em termos históricos podemos identificar o período entre 1800 e 1950 como o designado por sociedade industrial e onde predominam os produtos. Entre 1950 e 2000 temos a denominada sociedade pós-industrial onde predominam os serviços e de 2000 até ao presente temos a sociedade da informação onde o que predomina é exactamente a informação e o conhecimento.
Os métodos de trabalho, a ocupação dos tempos livres e o acesso á informação ilustram bem como temos evoluído ao longo da última década. Se para a sociedade industrial as "utilities" são as empresas distribuidoras de electricidade, água, gás e telefone e para a denominada sociedade pós-industrial as "utilities" são as já citadas e ainda as distribuidoras de TV e de telefone móvel, já para a sociedade actual, denominada da informação ou do conhecimento, temos uma nova "utility" que são os ISP´s, ou sejam as fornecedoras do serviço de Internet.
Assim sendo e com a rapidez com que a sociedade da informação e do conhecimento está a colocar a tecnologia na vida de cada um, está igualmente a mudar o conceito de casa, do que a casa nos tem de proporcionar, do que esta terá de incluir e de que forma a casa terá de evoluir para satisfazer as necessidades actuais das pessoas. Aquilo que até há muito pouco tempo era adequado agora não passa do básico e as tendências actuais em termos tecnológicos e sociais fazem com que seja reavaliado o conceito de habitar e as respectivas tecnologias e aplicações na casa, que são uma clara mais valia sem a qual já não se pode construir sob a pena de as casas serem tecnologicamente obsoletas e não preparadas para o futuro.
As tendências actuais mais relevantes são:
- Tecnológicas:
Maior oferta e consequente baixa nos preços das telecomunicações;
Nova regulamentação para as infra-estruturas de telecomunicações (ITED);
Aumento da penetração de banda larga;
Novo regulamento de Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão;
Maior oferta (quando houver) e consequente baixa nos preços da energia eléctrica para consumo doméstico.
- Sociais:
Envelhecimento da população;
Aumento de famílias unipessoais;
Aumento de famílias monoparentais;
Aumento de divórcios e separações;
Aumento de famílias "Reconstruídas";
Aumento de coabitações;
Deslocação da população, principalmente idosa, para zonas mais favoráveis;
Desaparecimento de famílias numerosas;
Diminuição da nupcialidade, fertilidade e natalidade;
Aumento do número de casais voluntariamente sem filhos;
Maternidade tardia.
Assim as tendências actuais em termos tecnológicos e sociais indicam um caminho irreversível no sentido de as casas adoptarem novas orientações em termos de arquitectura, construção e tecnologias e que se tornem flexíveis, evolutivas e adaptáveis, ou seja, que se tornem casas mais inteligentes.
As casas de hoje deverão ser possuidoras de mais qualidade em termos de arquitectura e construção, ser mais pequenas, ser para habitar temporariamente e não toda a vida e terem mais tecnologia, nomeadamente as 4 redes fundamentais para a habitação digital como sejam a domótica, a segurança, o multimédia e as comunicações assim como um acesso de banda larga e uma respectiva gateway doméstica, que na sua versão mais simples assume a forma de um router.
A Domótica é uma rede fundamental na habitação digital e os seus sistemas de automação e controlo em conjunção com as redes de segurança, comunicações e multimédia constituem um dos pilares para uma forma perfeita de habitar e adequada ás necessidades reais dos utilizadores, que são quem habita nas casas.
DOMÓTICA.
A domótica é a integração da electricidade, da electrónica e das tecnologias da informação no ambiente residencial (apartamentos, moradias e edifícios de habitação), realizando a gestão técnica desses espaços, tornando-os inteligentes.
Um espaço inteligente é aquele que proporciona aos seus utilizadores uma total satisfação em termos de conforto, segurança, comunicações e poupança de energia e contribui para o desenvolvimento sustentável da sociedade.
Os Espaços Inteligentes, sejam eles edifícios ou casas, constituem uma realidade e traduzem a evolução que as telecomunicações trouxeram para as áreas da electrotecnia, mecânica e segurança, assim como a sua integração numa envolvente de arquitectura que demonstra um maior respeito pelo meio ambiente e as gerações futuras.
Em termos de edifícios (escritórios, públicos, hospitais, hotéis, etc.) esta preocupação está bem patente logo de início pois, normalmente, os projectos incluem uma componente de automação que se destina a fazer a gestão de energia actuando primordialmente sobre o aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) e outras áreas como a iluminação, por exemplo. O próprio promotor imobiliário encara este "dispêndio de capital" com bons olhos pois, por um lado, a isso é obrigado legalmente, a partir de um determinado valor de potência, e por outro, sabe que a gestão técnica faz reduzir consideravelmente o consumo de energia, ou seja, os seus custos de exploração.
E, em termos das casas?
Pois aí, as coisas ainda não são tão claras! A domótica constitui algo que desperta muito interesse e é cada vez mais instalada, mas ainda constitui uma excepção e não a regra.
Esta é uma verdade, mas constitui algo de estranho pois cada vez passamos mais tempo fora de casa o que obriga a que necessitemos de um certo tipo de ajuda para o controlo e gestão da casa, assim como para a realização de um certo número de tarefas quotidianas. Quando chegarmos a casa desejamos que tudo esteja preparado, preocuparmo-nos o menos possível com tarefas aborrecidas e repetitivas e, deste modo, relaxarmos e, em segurança, desfrutarmos de um merecido descanso.
O uso racional da domótica, tendo em devida consideração certas condições ecológicas, proporciona esta ajuda que tanto necessitamos.
Desde o início do século passado que as nossas casas foram sendo gradualmente invadidas por produtos e equipamentos eléctricos, a maioria deles com muito pouca inteligência. Alguns, inclusive, possuem uma capacidade rudimentar de automação – como um termóstato para manter a temperatura de uma sala – mas, são essencialmente unidades sem comunicação com outras e controladas manualmente.
Na década de 90, foram introduzidas novas versões destes produtos eléctricos, baseadas em microprocessadores. Foram também desenvolvidos protocolos de comunicação que proporcionam aquilo que se chama uma rede domótica.
Uma rede domótica pode ser definida como um conjunto de dispositivos "inteligentes" que utilizam um protocolo de comunicação sobre um ou mais meios físicos para levar a cabo os objectivos pretendidos. Assim, temos que uma rede domótica não é unicamente um par de fios (ou algum outro meio físico como a linha de energia, as ondas rádio, o infravermelho ou a fibra óptica) que interliga os vários elementos, mas sim um conjunto de unidades capazes de comunicarem entre si através de um ou mais meios físicos que suportem a comunicação.
Estes dispositivos ou unidades podem classificar-se segundo a sua funcionalidade em:
- Sensores: Capturam valores e informações do local como presença de pessoas, temperatura, falta de energia, fugas de água ou gás, incêndio, luminosidade, tempo, vento, humidade,...;
- Actuadores: Realizam o controlo de elementos como electroválvulas (água e gás), motores (estores, toldos, portões, rega), ligar e desligar a iluminação ou, o aquecimento ou o ar condicionado, sirenes de alarme,...;
- Controladores: Gerem a instalação e recebem a informação dos sensores transmitindo-a aos actuadores;
- Interfaces do Utilizador: Facilitam a troca de informação entre o utilizador e o sistema - teclados, painéis alfanuméricos ou tácteis, tv, pc, pda, webpad, telefone, telemóvel, internet,...
Posto isto, já se identificou o que é uma rede domótica e como é constituída. Agora vamos dar um exemplo concreto.
SISTEMA DOMÓTICO VIVIMAT.
INTRODUÇÃO.
O sistema domótico Vivimat foi desenvolvido como um sistema de controlo para instalações em casas de tamanho pequeno ou médio, como apartamentos, moradias geminadas ou isoladas, etc.
O sistema Vivimat permite controlar as principais características da domótica: segurança, conforto, energia e comunicações.
- Segurança: Vivimat detecta e avisa quando é produzido um alarme (médico, intrusão, incêndio, fugas de água e de gás, falta de energia eléctrica).
- Controlo de dispositivos e iluminação: Vivimat pode controlar luzes, persianas, estores e toldos, tomadas interiores e exteriores, etc.
- Climatização: Vivimat controla o aquecimento e o ar condicionado.
- Comunicações: Uma simples chamada telefónica permite verificar e modificar a temperatura ambiente, a segurança, activar dispositivos, etc. Quando se produz um alarme Vivimat efectua uma chamada a um máximo de quatro números de telefone notificando os mesmos de forma falada. O sistema conta com um telefone bidireccional e um modem para gestão e manutenção remota do sistema.
DESCRIÇÃO.
Vivimat é um sistema domótico para a gestão doméstica, com as seguintes características gerais:
- Sistema Cablado: Os diferentes elementos que compõem o sistema comunicam entre si e a central mediante cablagem convencional e específica;
- Sistema Centralizado: Vivimat é um sistema cuja inteligência está centralizada num só ponto, a central domótica, o resto dos elementos são orientados por esta;
- Sistema com conexão ponto a ponto e Bus: Vivimat permite a conexão com os diferentes periféricos do sistema, com conexão ponto a ponto directa sobre a própria central ou com conexão de periféricos a um Bus domótico com protocolo proprietário RS485;
- Sistema Configurável: Vivimat é um sistema cujas prestações são ampliáveis desde as básicas, contidas de início na central domótica (elemento mínimo do sistema) até as que sejam necessárias mediante a inserção de módulos de expansão de I/O’s.
Basicamente o sistema domótico Vivimat é composto pelos os seguintes elementos:
- Central de controlo com fonte de alimentação;
- Terminais de interface com o utilizador;
- Módulos de expansão I/O’s via Bus domótico RS485 (Opcional);
- Sensores;
- Actuadores;
- Leitor de chaves de proximidade (Integrados nos terminais, Opcional);
- Web server como elemento de ligação a uma rede IP (Internet).

Ilustração 1: Diagrama de blocos, Sistema Vivimat.
CENTRAL DE CONTROLO VIVIMAT.

Ilustração 2: Divisão da central de Controlo Vivimat.
A central de controlo Vivimat gere o funcionamento de todo o sistema. Todas as operações se realizam aqui.
A central de controlo, Vivimat Compact é composta pelos seguintes módulos internos:
- Módulo CPU (mod. interno);
- Módulo interface utilizador (mod. interno);
- Módulo gestor de alimentações;
- Módulo de entradas;
- Módulo de saídas;
- Módulo telefónico;
- Módulo de voz (mod. interno);
- Módulo de RF;
- Módulo do bus de comunicações.
Módulo interno:
Os módulos internos são aqueles que não têm reflexo no exterior da central, portanto, não é necessária fazer nenhuma conexão entre eles.
Dentro da central alojam-se os seguintes componentes:
- Fonte de alimentação;
- Bateria (com sua tampa metálica);
- Web server (conexão IP);
- Modulo de relés;
- Caixa metálica para fixar a central de controlo e os módulos de relés.
Módulo CPU:
É o elemento que gere o funcionamento de todo o sistema. As suas características técnicas são:
- CPU baseado em microcontrolador de 8 bits;
- 256 Kbytes de memoria de programa, FLASH EPROM;
- 32 Kbytes de memoria de dados, RAM;
- 2 Kbytes de memoria de dados temporários, EEPROM;
- Relógio em tempo real;
- Watchdog.
Contém a programação e inteligência do sistema Vivimat.
É um módulo interno pelo que o instalador não tem de fazer nada em relação a ele.
Módulo gestor de alimentações:
O módulo gestor de alimentações é o encarregado de gerir as distintas tensões de que necessita o sistema para o seu funcionamento. Este módulo gere 2 tensões de alimentação: +5V dc @ 500mA para uso exclusivo da central e +14V dc @ 2A para alimentação de periféricos e módulos de expansão I/O’s. Este módulo gere também a comutação da alimentação de rede com a da bateria em caso de falha de energia (230V). Neste caso os +14V dc necessários para alimentar os periféricos e módulos de expansão I/O’s passariam a ser +12V dc.
O módulo gestor de alimentações é alimentado externamente pela fonte de alimentação. A fonte de alimentação externa proporciona ao módulo de gestão de alimentações 2 tensões: 16V ac e +12V dc proveniente de uma bateria de suporte.
Módulo de entradas:
O módulo de entradas da central Vivimat é constituído por:
- 8 Entradas digitais: Estas entradas utilizam por defeito lógica positiva (+), e portanto, são normalmente activas a "1 lógico" (+14Vdc), mas podem ser configuradas para utilizar lógica negativa (-), "0 lógico" (0Vdc ou sem entrada);
- 2 Entradas analógicas: Permitem conectar sensores analógicos com saída de 0-10V;
- 1 Entrada para sensores de incêndio com saída de corrente.
Módulo de saídas:
O módulo de saídas da central Vivimat é constituído por:
- 16 saídas digitais transistorizadas: Utilizam por defeito lógica positiva (+), e portanto, são normalmente activas a "1 lógico" (+14 vdc), mas podem ser configuradas para utilizar lógica negativa (-), "0 lógico" (0 vdc ou sem entrada).
A central de controlo Vivimat precisa de módulos de relé, conectados as suas saídas, para actuar sobre os diferentes actuadores com os que conta o sistema domótico Vivimat.
As características que estes módulos têm de cumprir para se poder adaptar ao sistema são:
- Tensão de excitação: 12 V cc;
- Corrente de excitação máxima: 50 mA cc;
- Contacto: contacto simples, NC ou NA. Dependerá das necessidades do actuador a controlar;
- Potência de corte: Dependerá das necessidades do actuador a controlar.
Vivimat dispõe de módulos de saídas a relé preparados para cumprir as necessidades do sistema. Estes módulos são os MOD-0031, cujas características se detalham de seguida.

Ilustração 3: Modulo de Relés MOD-0031.
O módulo de relés MOD-0031 proporciona 3 saídas de relé livres de potencial com as seguintes características:
- Tensão de excitação: 12V cc;
- Corrente de excitação: 50 mA cc;
- Contacto: Contacto simples, NC e NA;
- Potência de corte: 10A/230Vca.
Este módulo permite a sua colocação sobre calha DIN.
O modelo MOD-0031 proporciona 4 saídas a relé e deve ir aparafusado directamente sobre o suporte da central.
O mesmo quadro de distribuição, BOX-0030, que contém a central Vivimat pode alojar um máximo de 3 módulos MOD-0031. O resto dos módulos, no caso de serem necessárias, terão de ser ligados noutro quadro de distribuição.
Módulo telefónico:
O módulo telefónico é o módulo encarregado de gerir as comunicações telefónicas bidireccionais que o sistema Vivimat realiza.
Este módulo gere a marcação telefónica, para aviso de ocorrências, a 4 números de telefone configuráveis. Faz a gestão das chamadas que entram no sistema, para manutenção ou controlo à distância.
O telecontrolo ou a telemanutenção do sistema pode ser realizado a partir de um telefone ou desde um PC local ou remoto, já que o módulo de telefone conta com um modem para comunicação de dados por linha telefónica.
Módulo de voz:
O módulo de voz permite memorizar as mensagens que posteriormente serão enviados através da linha telefónica em caso de alarme.
Estas mensagens são configuráveis, pelo que o sistema está preparado para actuar do mesmo modo que um gravador, gravando e reproduzindo os sons que constituem a mensagem.
Este módulo é aproveitado para equipar o sistema com uma caixa de mensagens de voz (post-it vocal) que é muito útil para deixar mensagens a membros da família ou mesmo a uma empregada.
É um módulo interno pelo que não requer nenhuma ligação dedicada.
Módulo RF:
O módulo RF é um elemento que permite que o sistema possa realizar certas acções mediante um comando por RF como o armar/desarmar do sistema de alarme, activar o alarme de pânico ou o alarme médico.
Este módulo é o encarregado de receber e gerir os sinais de RF que são enviados ao sistema através dos comandos RF à distância.
Módulo do bus de comunicações:
A central Vivimat dispõe de entradas e saídas ligadas na própria central nas quais se conectam sensores e actuadores em forma de ligação ponto a ponto.
O sistema Vivimat permite a expansão da central com módulos externos a ela. Estes módulos expansores comunicam com a central através de um Bus de comunicações.
Este Bus cablado tem um protocolo de comunicações baseado na norma RS-485.
Neste momento, o sistema Vivimat conta com os denominados "Módulos de expansão de I/O’s" MOD-0020. Estes conectam-se directamente ao Bus e permitem ampliar o número de entradas e saídas da central. Estes módulos podem ser colocados em qualquer ponto da casa.
Terminais de interface de utilizador:

Ilustração 4: Terminais Visual e Alfa.
Ambos os terminais realizam as mesmas funções. O terminal Visual tem um ecrã táctil TFT, enquanto que o terminal Alfa dispõe de um teclado convencional de 17 teclas e um display.
Os terminais vão colocados como mais um elemento do Bus domótico e na sua parte posterior têm as conexões para alimentação, bus de dados, microfone e alta voz.

Ilustração 5 Ligações para o bus e microfone/alta voz.
Fontes de alimentação.
A alimentação do sistema Vivimat realiza-se por meio de um quadro de alimentação específico. O quadro de alimentação alimenta-se a partir da rede eléctrica de distribuição, 230V. Este módulo encontra-se dentro de um quadro de alimentação.
O sistema Vivimat oferece vários modelos de fontes de alimentação com diferentes potências de alimentação, para poder ser ajustado às necessidades de cada casa.
A fonte de alimentação proporciona à central 2 tensões de alimentação:
Uma tensão principal de 16V ac 50VA e uma tensão secundaria de 12V através de uma bateria. Esta última utiliza-se como endosso da primeira e impede que o sistema fique sem alimentação quando falha a alimentação geral da casa (230V).
A autonomia do sistema, em caso de falha na alimentação geral (230V), depende da capacidade da bateria e do tipo e tamanho de instalação. A título orientativo diremos que a autonomia de um sistema composto por uma central e 4 módulos de expansão de I/O’s, alimentados por uma bateria de 1,2 Ah se aproximará a 1 hora em condições normais. Este valor pode variar consideravelmente dependendo do estado do sistema: sirene activa, detectores de fumos activos, etc. A autonomia real do sistema, determina-se de forma particular para cada instalação. Dependendo dos requerimentos de autonomia específicos se utilizam baterias com as capacidades adequadas.
Módulos expansores de entradas/saídas.

Ilustração 6: Módulo de expansão de E/S.
Os módulos de expansão de E/S são opcionais e permitem que o sistema possa aumentar a sua capacidade de entradas/saídas, permitindo simplificar a instalação e reduzindo a respectiva cablagem.
Os módulos de expansão de E/S compõem-se pelos seguintes módulos internos:
- Módulo de CPU: Gere o resto dos módulos de expansão de I/O’s, seguindo um programa pré determinado;
- Módulo de Bus de Comunicações: É o encarregado de gerir as comunicações através do Bus RS-485, para se comunicar com a central do sistema;
- Módulo de entrada: 4 entradas digitais, activas a "1" ou a "0". 1 entrada para sensores de fogo com saída de corrente. 2 entradas analógicas para sensores com saída de 0-2,5V;
- Modulo de saídas: 4 saídas a relé NA (carga máxima 230V-4A). Duas das quais OUT 1 e OUT 2 podem controlar variadores de luz actuados por botões de pressão.
Sensores:
Os sensores são os elementos encarregados de captar diferentes parâmetros físicos tais como temperatura ou som, por exemplo, e transformá-los num sinal eléctrico que o sistema domótico possa entender. Os sensores conectam-se as entradas do sistema Vivimat.
Estes parâmetros físicos estão vinculados directamente com o evento que se deseja detectar, por exemplo, o aumento brusco da temperatura pode associar-se ao inicio de um incêndio, e deste modo podemos detectar um evento determinado sempre que exista um parâmetro físico que possamos medir e que esteja directamente associado ao dito evento.
Existem diferentes formas de classificar os sensores dependendo:
Do evento que se deseja detectar.
- Inundação,
- Incêndio,
- Presença, etc.
Da tecnologia de medida empregada:
- Resistivos,
- Infravermelhos,
- Ultrasonicos, Etc.
Do tipo de sinal eléctrico que gera:
- Digitais: Sinal eléctrico tudo ou nada. Presença ou ausência do parâmetro físico medido,
- Analógicos: Sinal eléctrico proporcional ao parâmetro físico medido,
- Saída de Corrente, etc.
Deste modo a classificação dos sensores geralmente utilizados no sistema Vivimat é a seguinte:

Nota: Os sensores têm que ser conectados na entrada que corresponde ao tipo de sinal dos mesmos para que a comunicação entre sensor e sistema seja possível. Assim um sensor digital terá de se conectar a uma entrada digital e um sensor analógico a uma entrada analógica. Os sensores de incêndio são uma excepção já que todos eles, independentemente do tipo de sinal, se têm de conectar nas entradas de incêndio. Dependendo do tipo de saída a ligação será distinta.
Os sensores conectados ao sistema Vivimat são sensores convencionais de mercado mas todos devidamente testados e certificados por A Casa Inteligente.
Os sensores têm de ser distribuídos e instalados nos pontos adequados para cumprir correctamente com a sua funcionalidade. Há sensores que necessitam de manutenção ou ajuste periódicos, como os detectores de gás, por exemplo.
Actuadores:
Os actuadores são os elementos sobre os que actua o sistema Vivimat, tais como sirenes, electroválvulas, electrodomésticos, estores, iluminação, etc.
Os actuadores conectam-se as saídas do sistema Vivimat. No caso de se conectarem ás saídas da central de controlo, entre a saída e o actuador tem que ser colocado um relé.
Nota: Todas as saídas do sistema Vivimat são digitais pelo que tem de se ter em conta a potência de corte da saída para se assegurar que o dispositivo a controlar se adapta à mesma.
O tipo de controlo que pode realizar a central Vivimat sobre os diferentes actuadores é um controlo do tipo on/off, excepto no caso dos variadores de luz. Isto faz com que praticamente todos os actuadores ou dispositivos possam ser controlados.
SISTEMA DOMÓTICO VIVIMAT. APLICAÇÕES.
SEGURANÇA.
- Chaves e níveis de acesso configuráveis;
- Detecção de intrusão e sabotagem;
- Detecção de fuga de água;
- Detecção de fuga de gás;
- Detecção de incêndio;
- Alarme médico;
- Alarme de pânico/emergência;
- Corte automático de fornecimento de água;
- Corte automático de fornecimento de gás;
- Simulação de presença;
- Sinalização acústico/luminosa de alarme;
- Detecção de falta de energia eléctrica;
- Chaves de acesso por proximidade;
- Integração com câmaras de videovigilância.
COMUNICAÇÕES.
- Painéis de controlo alfanuméricos e tácteis (LCD);
- Mensagem de voz;
- Avisos telefónicos falados;
- Telecontrolo por PC local e remoto;
- Telecontrolo via internet;
- Telemanutenção do sistema;
- Bus local para a ampliação do sistema;
- Comunicação com a central receptora de alarmes (Protocolo ID – Contact);
- Expansão do sistema por BUS RS485.
GESTÃO DE ENERGIA.
- Controlo do aquecimento;
- Controlo do ar condicionado;
- Detecção de abertura de janelas;
- Controlo de electrodomésticos;
- Controlo de iluminação;
CONFORTO.
- Armado por teclado auxiliar;
- Criação e controlo de cenários de iluminação;
- Activação de funções por RF;
- Controlo geral de estores e toldos motorizados;
- Controlo de rega.
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- Santiago Lorente, José Javier Medina, El Hogar Digital, Ed. COITT, 2005
- Textos referentes a domótica, habitação digital, media center, segurança, áudio multi-zona e home cinema em www.antonioroque.com.